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sábado, 13 de outubro de 2012

Tempo da vida


Hoje quero gritar ao mundo “VIVA ENQUANTO HÁ TEMPO”, mas não consigo, não tenho disposição. Quero voltar alguns anos e socar meu rosto, me chamar de imbecil por não estar fazendo o que hoje é mais importante. Como pude ser assim?
Mãe, me deixa ficar no sofá para sempre, ou pelo menos até escurecer... Não quero sentir meu rosto ser atingido pelo Sol, muito menos quero que me vejam antes das sete. Eu sei, eu aprendi direitinho. Você tem tempo quando não pode aproveitar, e você perde seu tempo quando deveria aproveitar.
Eu quero voltar a ter tempo para mim, voltar a dormir pelo menos. Ninguém disse que a vida seria assim quando me perguntaram se eu queria. Mas acho que mesmo se tivessem dito, eu teria aceitado (só para provar que eu conseguiria). Eu sei, eu consigo.
Mil coisas cercam minha cabeça, uma delas me deixa confusa: Por que as pessoas são assim? Brigam quando você precisa delas por perto, e ficam por perto quando você precisa delas longe? Não quero mais você hoje, eu te queria cinco anos atrás, não hoje. Hoje não, hoje eu tenho outra vida, outra história, outras prioridades e principalmente outro amor. Você deixou de ser amor cinco anos atrás, você deixou de ser prioridade cinco anos atrás, você deixou tudo cinco anos atrás. Agora eu não tenho mais tempo para pensar em você, muito menos sentir você.
Eu sei, nada faz sentido neste texto... Aliás, nada faz sentido na minha cabeça, mas estou tão feliz e cansada ao mesmo tempo que não quero pensar em nada.

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