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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O dia


O dia nostálgico do mês chegou, foi nessa semana mesmo. Engraçado como esses dias aparecem depois de uma faxina no armário, revirando as coisas que guardamos com tanto carinho, e sempre estão acompanhados de fotos vistas e até de feridas que insistem em doer. Desta vez, a saudade é de algo recente, coisa de três anos, no máximo, muita coisa mudou nesse tempo. Decido, ligo para meus amigos que faziam parte do meu dia-a-dia, e que a última vez que os vi foi ano passado. Como você está? Como está a faculdade? Trabalhando? Ah, e as feridas antigas? Não, me conte só alegrias! Deixa tudo que já passamos pra trás, é daqui pra frente, não vamos lembrar as brigas. Posso te ver esses dias? Essa semana? Esse mês? Tenho saudades! Volto a sentir aquele espaço preenchido depois de uma conversa com uma voz antiga, conhecida, e importante, pode ser uma conversa rápida, mas ela registra o passado se marcando no presente. Aquele quentinho de um domingo à tarde no sofá de casa, aquele gostinho de que a vida não tá passando, que o tempo tá parado. Sinto falta de tudo que tínhamos, do mundo que tínhamos, os amigos que se viam todo dia, a ausência da responsabilidade que bate todo dia através do despertador. A vida vai moldando nossa rotina conforme nossas decisões, coisas pequenas tem impacto gigante, e só percebemos isso quando o tempo passou e estamos em casa, sentados no chão do quarto, de frente ao espelho, olhando fotos, relembrando momentos, chorando por felicidades passadas, rindo das inúmeras situações constrangedoras, analisando todas as feridas antigas... Não dá pra voltar ao que tínhamos, a vida mudou para todo mundo.

O sentimento, agora de conformidade, tomou conta dos meus pensamentos, não consegui pensar em algo que pudesse finalizar o dia e o texto bem. Li outro dia uma frase, e vou copia-la, pois se encaixa perfeitamente no momento. “Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16... Então, amanhã teremos 30?! Assim tão rápido?!”

Um comentário:

  1. Realmente, querida. O tempo não passa... Esse voa!
    A nostalgia sempre toma conta de mim quando arrumo o guarda-roupa também... tantas coisas antigas, cheia de laços invisíveis.

    ah!

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